Você já ouviu falar na Febre do Nilo? Esse nome, que soa distante para a maioria de nós, acabou de entrar no radar das autoridades de saúde brasileiras após o registro de uma triste e rara fatalidade em Santa Catarina.
Se você está se perguntando como essa doença funciona e qual o nível de preocupação que devemos ter, este post vai esclarecer as principais dúvidas.
O que aconteceu?
Recentemente, a vigilância epidemiológica catarinense identificou duas pessoas infectadas pelo vírus no estado. Infelizmente, uma moradora da cidade de Imbituba não resistiu às complicações, marcando a primeira perda para a doença na região — um evento considerado pouquíssimo comum pelos especialistas.
No município de Caçador, um segundo paciente também enfrentou a infecção, mas felizmente conseguiu superar o quadro e já está em casa. O ponto em comum que chamou a atenção da equipe médica foi que ambos desenvolveram sintomas neurológicos, o que motivou uma investigação profunda para rastrear a origem exata do contágio.
Afinal, como se pega essa febre?
Pode esquecer a ideia de isolamento: a doença não passa de uma pessoa para a outra.
O verdadeiro transmissor é um velho conhecido nosso: o pernilongo comum (da espécie Culex). Na natureza, esse vírus circula de forma contínua entre os mosquitos e aves silvestres. Nós, humanos (assim como os cavalos), somos apenas “vítimas acidentais” quando acabamos cruzando o caminho de um inseto infectado.
Também é importante desmistificar que o contato direto com pássaros transmita a febre. O contágio depende exclusivamente da picada do mosquito.
Quais são os sinais de alerta?
A melhor notícia no meio disso tudo é que a imensa maioria das pessoas picadas por um mosquito contaminado não apresenta absolutamente nenhum sintoma.
Quando o vírus resolve se manifestar, o quadro inicial lembra muito uma gripe forte:
- Corpo dolorido;
- Febre;
- Mal-estar e cansaço;
- Dor de cabeça.
A complicação acontece quando o vírus consegue invadir o sistema nervoso central, como ocorreu nos pacientes de Santa Catarina. Nesses casos mais severos (e raros), o paciente pode desenvolver inflamações graves, como meningite.
O que fazer agora?
As equipes de saúde do estado já estão mapeando as áreas de infecção para entender o caminho que o vírus percorreu. Enquanto isso, a nossa principal arma de prevenção é a mesma que já usamos na luta contra a dengue: caprichar no repelente, usar telas nas janelas e evitar locais com alta proliferação de mosquitos.
Ficou com alguma dúvida sobre como se proteger de doenças transmitidas por mosquitos? Deixe nos comentários!
Fonte: Metrópoles.
