Recentemente, uma nova medida econômica dos Estados Unidos trouxe boas perspectivas. Essa ação beneficia diretamente o agronegócio brasileiro. Nesse sentido, a administração americana quer combater a inflação de alimentos. Por isso, abriu uma janela temporária de compras. Essa janela remove a alíquota extra da carne moída importada.
O motivo por trás da decisão americana
Antes de mais nada, o alto custo de vida nos EUA motivou a mudança. Além disso, as eleições de meio de mandato estão próximas. Logo, os preços dos alimentos viraram prioridade política. Dessa forma, destacam-se os seguintes cenários:
- Primeiramente, a inflação acumulada. A carne moída norte-americana encareceu muito. O preço subiu quase 40% nos últimos cinco anos.
- Diante disso, aplicou-se a isenção temporária. A regra suspende a taxa extra de 26,4%. Essa pausa dura 90 dias para até 300 mil toneladas.
- Consequentemente, a meta econômica. A medida busca aumentar a oferta interna da proteína rapidamente. Com isso, tenta conter o encarecimento das refeições.
Quem ganha com a medida no Brasil?
Atualmente, o Brasil é o segundo maior fornecedor de proteína bovina aos EUA. Ficamos atrás apenas da China, que lidera os embarques com folga. Sendo assim, a liberação tarifária cria um grande potencial financeiro nacional.
- Em destaque, a Minerva Foods. Ela desponta como a grande beneficiada. Afinal, a maior parte do seu faturamento vem de exportações brasileiras. Como resultado, a reação do mercado foi imediata. Seus papéis na bolsa tiveram forte valorização.
- Por outro lado, a JBS e MBRF. O impacto deve ser mais neutro. Isso porque elas já contornavam as taxas americanas antes. Para isso, usavam fábricas no Uruguai e na Austrália.
- Além disso, o cifrão bilionário. Esse volume sem imposto é uma grande oportunidade. Estima-se um negócio de quase US$ 1,9 bilhão. Dessa maneira, os frigoríficos brasileiros podem lucrar muito. Os ganhos adicionais podem chegar a US$ 500 milhões.
Contexto das cotas e o futuro do setor
Vale lembrar que, no início do ano, a cota brasileira esgotou rapidamente. Todo o volume com desconto tarifário acabou em menos de uma semana. Desde então, qualquer embarque adicional aos EUA sofria severa taxação.
Por fim, representantes do setor e a ABIEC comemoram. Eles enxergam a decisão americana como um alívio pontual. Desse modo, reforçam a importância da proteína brasileira. Nossa carne ajuda bastante na segurança alimentar dos americanos. No entanto, resta uma grande dúvida entre os analistas. Essa flexibilização vai acabar após os 90 dias? Ou abrirá margem para negociações diplomáticas permanentes?
Fonte: TV Sim Brasil.
