Uma recente fiscalização em clínica veterinária de Joinville aponta irregularidades graves nas instalações de um estabelecimento privado que presta serviços ao Centro de Bem-Estar Animal (CBEA). Por isso, o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV-SC) e o Ministério Público estadual (MPSC) vistoriaram o local em uma ação conjunta. Como resultado, os fiscais examinaram minuciosamente todas as condições do atendimento prestado.
Falhas graves de biossegurança identificadas na fiscalização em clínica veterinária
Durante a vistoria, as autoridades encontraram falhas sérias no controle sanitário do estabelecimento. De fato, o pente-fino revelou cães e gatos compartilhando o mesmo setor. Além disso, os agentes notaram a convivência próxima entre pacientes saudáveis e portadores de enfermidades transmissíveis graves, tais como a imunodeficiência e leucemia felina (FIV/FeLV) e a esporotricose. Por causa desse risco, as equipes exigiram a transferência imediata dos bichos enfermos para áreas restritas. Dessa forma, a medida evita contaminações cruzadas no ambiente.
Infraestrutura danificada e irregularidades no espaço físico
Com relação ao espaço físico, a fiscalização em clínica veterinária de Joinville aponta irregularidades severas na infraestrutura do prédio. Entre os problemas encontrados, destacam-se, por exemplo, aberturas de vidro danificadas, ausência de marcos em portas e marcas acentuadas de ferrugem em estruturas metálicas. Igualmente, as equipes identificaram acomodações com dimensões reduzidas frente ao porte dos cães mantidos no local.
Exigências e prazos após a fiscalização na clínica veterinária
Diante desse cenário, o CRMV-SC lavrou um auto de infração imediatamente. Consequentemente, o órgão determinou medidas operacionais urgentes para a empresa, tais como:
- Manutenção de relatório diário com a aferição térmica de refrigeradores do local;
- Instalação de mobiliário lavável (mesa impermeável) e armário dedicado a suprimentos na ala restrita de isolamento;
- Separação rigorosa de leitos por porte e por diagnósticos específicos.
Por fim, a empresa terceirizada possui o prazo de 30 dias para efetuar todas as correções solicitadas. Ademais, o CRMV-SC repassará as conclusões do relatório ao MPSC. Portanto, os promotores acompanharão o caso até a realização de uma nova vistoria no local.
Fonte: CRMV SC.
